domingo, 13 de junho de 2010

reflexões semana 8

REFLEXÕES DA SEMANA 8

Os percalços encontrados durante meu estágio me fizeram refletir ainda mais sobre minha prática pedagógica.
As razões que explicam minha resistência em não aplicar o PA no início do meu estágio têm haver com a forma como aprendi em minha vida escolar como estudante e também como professora de um longo período a mais de vinte e quatro anos de efetivo exercício no magistério.
Não se trata de uma simples mudança. Toda e qualquer mudança exige de cada um de nós muito preparo psicológico, muitas informações para que essas mudanças possam fluir positivamente.
Para que eu pudesse inovar minhas práticas foi essencialmente necessário me permitir que eu fosse capaz de inovar e deixar que meus alunos cresçam buscando sua autonomia através da confiança em si próprio.
Partindo das curiosidades dos alunos, permite que eles aprendam de forma interdisciplinar, vários conteúdos do interesse dos alunos aparecem naturalmente, onde professor somente guia, dirige, orienta, abre alas para os alunos irem em frente, professor e alunos aprendem juntos.
Com esta metodologia trabalha-se sem fronteiras. Um grupo pode estar apenas nas dúvidas e certezas provisórias enquanto o outro avançando disparada mente
Durante o desenvolvimento do PA acontecem mudanças importantes, muitas outras dúvidas surgem e novas buscas acontecem.
Nas séries iniciais um dos objetivos é levar os alunos a alfabetização, a metodologia de PA, favorece para alcançar este objetivo, pois as crianças escrevem palavras que tem sentido para elas aonde a escrita e a leitura vão acontecendo de maneira espontânea e não de forma mecânica como aprendemos o B+A=BA.
Está sendo muito mais produtiva as aprendizagens dos alunos. Os conteúdos como países, continentes e oceanos e mapa mundi já fazem parte do vocabulário dos alunos de 2º ano do Ensino Fundamental. Este trabalho envolve as famílias dos educandos, fazendo com que eles também participem do processo de aprendizagem de seus filhos. Em Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários a prática educativa, Paulo Freire diz: “O educador que “castra” a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, domestica” (pág. 63). A autonomia a liberdade do educando tem que ser respeitada, caso contrário, o ensino tornar-se-á “inautêntico”, palavreado vazio e inoperante. (pág.69

Um comentário:

Roberta disse...

Elaine!!

As mudanças que acontecem dentro da gente são as mais importantes. Descobrir o valor de trabalhar com PA's faz com que tu entendas o real papel do professor e outras formas de trabalhar em nossas salas de aula.

Abraços
Roberta