DÉCIMA SEMANA
PROJETOS DE APRENDIZAGENS
Quando chegamos ao final de um estágio, é comum nos sentirmos felizes e ao mesmo tempo preocupados, por não ter conseguido realizar um trabalho com Projetos de Aprendizagens conforme o mesmo exige que o faça.
Nem sempre nossos objetivos de ensino são alcançados como esperamos que fosse ao começo de nossa prática, em relação ao que estudamos durante o curso.
Ousar e experimentar uma metodologia de Projetos de Aprendizagens me levou as muitas reflexões sobre minha ação pedagógica onde o ensino tradicional ainda persiste pela grande maioria das escolas e que apesar dos esforços ainda acontece levemente à fusão do método tradicional em minha prática pedagógica.
Digo levemente por que neste período letivo as aulas estão significativamente diferentes do início do estágio, aconteceram muitas mudanças positivas; os alunos discutem em grupo o que sabem e o que querem saber sobre a pergunta curiosa, combinam como irão buscar soluções para o que querem saber, buscam se organizar para chegarem a um consenso, distribuem tarefas entre si para buscar o que interessa para o grupo.
De certa forma, os Projetos de Aprendizagens vieram contribuir para que o ensino aconteça de forma que os alunos estejam sendo trabalhados para atuarem no mundo onde vivem como sujeito ativo, reflexivo e autônomo.
O professor que pensa certo deixa transparecer aos educandos que uma das bonitezas de nossa maneira
De estar no mundo e com o mundo, como seres históricos, é a capacidade de, intervindo no mundo,
Conhecer o mundo (...) Ensinar, aprender e pesquisar lida com dois momentos: o em que se aprende o
Conhecimento já existente e o em que se trabalha a produção do conhecimento ainda não existente
(p.31).
Ensinar, para Freire, requer aceitar os riscos do desafio do novo, enquanto inovador, enriquecedor, e
Rejeitar quaisquer formas de discriminação que separe as pessoas em raça, classes... É ter certeza de que
faz parte de um processo inconcluso, apesar de saber que o ser humano é um ser condicionado, portanto
há sempre possibilidades de interferir na realidade a fim de modificá-la. Acima de tudo, ensinar exige respeito á autonomia do ser do educando.
No início do estágio tive certa resistência em aplicar esta metodologia de PAS, pelo fato de entender que trabalhar com pesquisa seria somente para alunos que já dominavam a leitura e escrita, embora que fosse mecanicamente.
Hoje percebo que a leitura e a escrita se concretizam quando a linguagem oral tem significado para a criança.
Durante os projetos muitos alunos demonstraram saber ler e escrever através de suas ações nas amostrar registrada durante as atividades e nos relatos durante as trocas de opiniões entre eles.
Ao iniciar os projetos de Aprendizagens houve resistência por parte dos pais por não encontrarem nos cadernos dos seus filhos o alfabeto para encher as linhas ou “b+a=ba” como eles disseram que eles tinham aprendido assim, bem como os numerais etc.
Necessitei de muita coragem para ir em frente, pois os interrogatórios eram diários.
“Meus argumentos eram muitos, mas, o que mais acalmava os pais era quando eu dizia: Se chegar a julho seu filho não souber ler vocês me cobram, por enquanto ajudam eles na pesquisa e, por favor, falam bem da professora para seus filhos.”
Hoje tenho um parecer escrito por uma mãe, sobre o trabalho realizado até aqui que irei anexar junto ao relatório do estágio, onde a mesma fala sobre o trabalho que está sendo realizado e do progresso do filho durante o semestre. Muito satisfeita e aprovando a metodologia e as aprendizagens do folho.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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